
Fibromialgia, ou em outras palavras, dor generalizada pelo corpo, em músculos, tendões e ligamentos da cabeça, pescoço, ombros, coluna, quadril e joelho. Parece mais familiar agora?
Pois saiba que essa é uma doença relativamente nova (ao menos o diagnóstico) e que atinge estimadas 3 milhões de mulheres brasileiras, ante 500 mil homens. Como se não bastasse o desconforto, a fibromialgia também pode acarretar transtornos do sono, conseqüente fadiga, formigamento das mãos e pés e indisposição.
As causas? A medicina ainda não sabe. Especula-se que é uma forma de reumatismo causada por traumas físicos ou emocionais e problemas hormonais. E o pior é que antigamente os médicos não levavam a sério a doença, por não entender quando os pacientes reclamavam de um desconforto contínuo sem causa aparente.
E continuidade é uma dos fatores-chave para o diagnóstico por um profissional experiente. Via de regra, a síndrome só pode ser descoberta através do exame de toque, onde o paciente deve acusar dor em ao menos 11 dos 18 pontos sensíveis pré-definidos, e relatar o desconforto ininterrupto por um período mínimo de 3 meses.
A danada pode ainda aumentar a cólica durante a TPM, diminuir a memória, irritar a bexiga e causar problemas gastrointestinais, alterando períodos de prisão de ventre com diarréia. Eita!
Ainda que não exista um tratamento completo para a doença, o uso de analgésicos para aliviar a dor (e não anti-inflamatórios),e os sempre recomendados cuidado alimentar aliado a exercícios físicos podem ajudar. Outra alternativa usada, tanto no tratamento como na prevenção, é a medicina ortomolecular, que foca a reposição de nutrientes, deficiências de enzimas e disfunções hormonais. Mas lembre-se, essa especialidade, por não ser baseada em estudos científicos, é considerada alternativa e não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.